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quarta-feira, 27 de março de 2013

Depois Que o Livro Se Fecha... O Cavaleiro da Morte (Bernard Cornwell)

"O Cavaleiro da Morte" é um belíssimo relato de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. O livro começa no dia seguinte aos eventos de O último reino, primeiro volume da série.
São tempos terríveis para os saxões. Derrotados pelos vikings, Alfredo e seus seguidores sobreviventes procuram refúgio em Æthelingæg, a região a que ficou reduzido o reino de Alfredo. Aí, encobertos pela neblina, viajam em pequenos barcos entre as ilhas na esperança de se reagruparem, e encontrarem mais apoio.
Ao reunir o Grande Exército, os vikings têm apenas uma ambição: conquistar Wessex. Quando atacam em uma escuridão impiedosa, Uhtred se vê surpreendentemente do lado de Alfredo. Aliados improváveis: um rei cristão devoto e um pagão que vive da espada. Alfredo é um erudito; Uhtred, um guerreiro cheio de arrogância. No entanto, a desconfortável aliança é forjada e os conduzirá dos pântanos para a colina íngreme, onde o último exército saxão lutará pela existência da Inglaterra.

Na Minha Opinião De Merda: Incrível continuação de O Ultimo reino, Cornwell é foda, explodiu minha cabeça mais uma vez neste romance, que desta vez trouxe muito mais ação, honra (ou não), sangue e morte. O pior dos livros do Cornwell é que ele cria personagens tão maneiros, que você acaba se apegando a boa parte deles, e quando você menos espera, é espada no peito, machado na cabeça e um abraço, o personagem encerra sua trajetória sem que nem ao menos você esteja preparado pra isso. Nesse volume acabaram rolando alianças que eu não imaginava que podiam acontecer, e que acabou tornando as coisas bastante interessantes, mesmo Uthred ainda naquelas de não saber com certeza a quem jurar lealdade, se a seu amigo e dinamarquês Ragnar, á quem considera como um irmão, ou ao rei Alfredo á quem já deixou explicito seu ódio, mas que no momento é a ultima resistência da Inglaterra ao domínio dinamarquês. Muitas cabeças rolaram, e Uthred vem se mostrando um puta guerreiro, sangue na bola dos olhos, e foi um personagem muito bem trabalhado nesse livro, sendo explorada algumas facetas legais, como sua curta carreira como viking, saqueando, criando alianças com o inimigo entre outras barbáries. Dito isto, essa tem sido a melhor serie que eu tenho acompanhado, logo, voltarei a acompanhar as batalhas e as paredes de escudos em breve.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Depois Que o Livro Se Fecha...O Último Reino (Bernard Cornwell)


O Último Reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.

Minha Opinião De Merda:

Minha primeira incursão na literatura de Bernard Cornwell não poderia ter sido melhor do que com O Ultimo Reino, primeiro volume da Serie Crônicas Saxônicas. Cornwell não é considerado um dos melhores escritores de ficção histórica por acaso, e a forma como ele consegue conduzir a linha narrativa, misturando dezenas de personagens sem perder o fio condutor, e ainda dando certa profundidade aos mesmos é espetacular. Já li em muitas resenhas que poucos conseguem descrever cenas de batalha como Cornwell, e pude comprovar que de fato isso é verdade, durante a leitura você fica tão submerso nas situações, que praticamente pode sentir-se guerreando numa parede de escudos, devido muito à narrativa extremamente dinâmica. Uma das coisas que mais me agradaram na historia foi à forma como a religião foi abordada, indo de um extremo a outro, de um lado os devotos cristãos, do outro os guerreiros pagãos, a fé funcionando como foco de motivação, direcionando cada peça desse imenso tabuleiro. Pra quem gosta muito de historia, principalmente o período pré-medieval, indicação máxima, uma incrível fusão de fatos históricos com uma trama intrincada e imprevisível.