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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Depois Que O Livro Se Fecha... Aconteceu Em Blackrock (Kevin Power)


Aconteceu em Blackrock

Um jovem é espancado até a morte por seus próprios amigos de infância. O motivo, ninguém aparentemente sabe e os culpados estão soltos. Em Blackrock seu sobrenome é seu salvo-conduto.
















Na Minha Opinião De Merda... É um livro nada convencional, apesar de se tratar de um assassinato, não chega a ser um típico romance policial de detetives e bandidos. É uma rica narrativa sobre o cotidiano de jovens irlandeses filhinhos de papai e seus chiliques, que podem trazer más consequências aos mais fracos e como a "alta sociedade" encobre seus crimes e os diferencia dos demais "não ricos". Desde o início sabemos quem é a vítima e seus assassinos. O mistério gira em torno dos fatos que levam até o ato do crime, o porquê de tal barbaridade que muitas pessoas influentes teimam em negar ou fingir desconhecer. O narrador é um personagem oculto que conhece muito bem todos os envolvidos e busca respostas que compõem um quebra-cabeça. O melhor desta obra á forma como Kevin Power desloca o leitor no tempo mudando o foco dos personagens de um parágrafo para outro de forma tão rápida, mas que não deixa pontos soltos e ajuda a entender a mente de cada personagem. De uma hora para outra podemos odiar e até gostar de um mesmo personagem, mas logo vemos que não existem bons e maus e sim pessoas como você e eu. É uma leitura fácil e prazerosa, ótimo para quem quer variar um pouco a leitura.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Depois Que O livro Se Fecha... O Estrangulador (Sidney Sheldon 1917 - 2007)






 Em Londres um misterioso assassino estrangula mulheres em dias de chuva. A Scotland Yard já não sabe mais o que fazer, a não ser chamar o incrível sargento Sekio Takagi, o único capaz de capturar esse malfeitor. De preferência antes da próxima chuva.









Na Minha Opinião De Merda... Sou um grande fã do Sheldão e de seus super clássicos, e esse foi o primeiro livro infanto - juvenil dele que li e demorou até eu realmente acreditar que ele mesmo escreveu essa obra. Posso avaliá-lo por dois lados, o de um jovenzinho leitor iniciante e o de um adulto com certa bagagem literária. 

Por ser um romance infanto-juvenil, ele é um pouco diferente daquelas estorinhas onde a turminha desvenda os mistérios, a temática aqui é adulta, pois se trata de um serial killer. Em seu desenvolvimento, as frases são bem curtas, muitos diálogos, desenhos e a velha fórmula de sempre, mocinha, bandido e herói. A leitura é muito, muito rápida e ótima para novos leitores que estão saindo da leitura um pouco mais infantil ou qualquer pessoa que está começando a ler e quer algo bem simples.

Agora para quem já tem uma certa bagagem literária, pode ser que não goste muito, ou nada como eu. Mas até que eu vi muita gente que gostou, e gosto é gosto. As falas são tão rápidas e curtas que na quinta página eu já estava deprimido, os personagens são completamente irritantes, principalmente a mocinha, eu torci muito para que ela morresse. O vilão é um fanfarrão e o herói é o menos louco nisso tudo, mas não menos chato. No geral é uma estorinha que é possível adivinhar o final já no começo e um romancezinho nhenhenhém do começo ao fim. Mas, é um livro tão curto que não valia a pena abandoná-lo, em uma dor de barriga no banheiro dá pra ler tudo rapidinho, até porque a impressão é que o próprio Sheldão escreveu este livro nessas condições.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Depois Que O Livro Se Fecha... Nada Dura Para Sempre (Sidney Sheldon 1917 - 2007)

 A Dra. Taylor está sendo julgada pelo assassinato de um paciente que estranhamente, deserdou sua família e lhe deixou toda sua herança após ela acabar com seu sofrimento e dopá-lo até a morte. A Dra. alega não saber da tal herança e que sua intenção foi a de atender o ultimo pedido do paciente. A única pessoa que acredita nela é seu futuro marido, mas as chances dela se livrar dessa acusação parecem evaporar.  Uma verdadeira loucura, é o termo mais apropriado para descrever a rotina dos médicos no hospital público Embarcadero de São Francisco, E.U.A. Assassinatos, dinheiro e mistérios envolvem a trama onde a Dra. Taylor e sua amigas se encontram atoladas até o pescoço. Mais uma bela obra de Sidney Sheldon.










Na Minha Opinião De Merda... Como eu havia prometido, trouxe aqui o livro 2 da edição vira-vira. Bem, a estória começa em um julgamento, daqueles bem clássicos dos filmes, que pessoalmente eu adoro. A Dra. Taylor está sendo acusada de assassinato, já no começo sabemos que uma de suas amigas está morta, até aqui o suspense é muito bom, a estória está correndo rápido, de repente... Aquela freadinha... Mas, que é fundamental para conhecermos os personagens e o enredo. Agora toda a trama se passa no hospital público Embarcadero, onde as três novas médicas, Taylor, Hunter e Taft se encontram e começam uma grande amizade. Conhecemos o passado de cada uma e seus segredos mais íntimos até descobrirmos o que suas vidas tem a ver com os principais fatos da narrativa. Infelizmente eu não posso contar muito, pois esse livro é daqueles que só conhecemos o desfecho na última página e tudo o que eu disser pode e será usado contra mim no tribunal (me desculpem pela péssima piada). O que eu posso falar sem me comprometer é que a construção e o desenvolvimento dos personagens é fantástico, Sheldão nos faz conhecer até a alma de cada personagem. É uma boa indicação para quem gosta de assuntos médicos ou mesmo para quem gosta do Dr. House, ou para os mais velhos, o antigo Plantão Médico e principalmente para quem gosta de um ótimo suspense.


"Não fora fácil selecionar um júri. O caso ocupara as manchetes por meses. A frieza do crime causara uma onda de revolta."

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Depois Que O Livro Se fecha... Se Houver Amanhã (Sidney Sheldon 1917 - 2007)



Tracy Whitney é jovem, linda e amável com um emprego promissor e está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos e teria um filho seu, praticamente uma vida perfeita. Mas em menos de 48 horas sua mãe comete suicídio, Tracy descobre o motivo, e de repente está sendo julgada e instantes depois está presa, não terá mais seu filho, sofrendo abusos dos mais perversos,  e com uma pequena lista de nomes para se vingar, incluindo o amor de sua vida. Na prisão Tracy conhece um outro lado da vida que ela jamais imaginara existir, e ela aprende muito sobre esses outros caminhos da vida até se tornar uma das pessoas mais procuradas por toda a Europa, e um dos maiores desafios que ela encontrará será Jeff Stevens, um homem misterioso que sabe tanto de crimes quanto ela. Esse é um livro vira-vira, livro 1.







Na Minha Opinião De Merda... Mais um do sebo do bairro... Se eu ganhasse pontos a cada compra... Essa foi a primeira obra de Sheldon que eu li, e sinceramente, foi a primeira de muitas, pois tenho certeza que farei uma bela coleção de Sheldons em minha estante. Quando começei a ler só parei depois que o sono me venceu. Tracy é aquele tipo de personagem que nos apegamos e torcemos por ela até o fim da estória rezando para que nada de ruim aconteça com ela. No início, Tracy é uma personagem boba, que até chega a irritar por sua ingenuidade e suas atitudes. Mas no decorrer da trama, quando acompanhamos seu sofrimento e vemos seu sentimento de vingança aumentar é quando não queremos mais fechar. A estória corre numa velocidade incrível, quando uma aventura acaba outra já está rolando, muitos personagens entram em cena e a curiosidade aumenta cada vez mais, daí alguém te interrompe, você grita: KIKIÉÉÉÉ!?!?!?  Um traço interessante que notei em Sheldão, é que ele deixa a conclusão de muitos fatos para o leitor tirar as suas próprias conclusões, alguns gostam outros não, eu achei legal. Peço que não cometam o mesmo erro que eu as vezes cometo, julgar o livro pela capa, mas isso é um pequeno detalhe que faz diferença, principalmente quando você não conhece o autor assim como eu não conhecia. A capa desta edição é muito loka, mas se vocês derem  uma olhada em outras, principalmente as edições dos anos 80... Sinceramente parece coisa de novela mexicana. Mas isso não altera em nada a obra, um ótimo livro, um escritor foda e um bom remédio para insônia, viagem de busão ou mesmo aquela solidão.


"Punhos lhe socaram o rosto... Ela mergulhou no pavor, cada vez mais fundo, até que finalmente não sentia mais nada."


Como se trata de um livro vira-vira, logo postarei o livro 2 "nada dura par sempre".

terça-feira, 23 de abril de 2013

Depois Que o Livro se Fecha... Bellini e a Esfinge (Tony Bellotto)

Quando o Dr. Rafidjian , um renomado médico, vai até a agência de detetives de Dora Lobo, ele deseja saber o paradeiro da garota de programa Ana Cíntia Lopes. A incumbência logo vai parar nas mãos de Remo Bellini e de Beatriz, sua nova assistente. Só que o assassinato brutal do cliente muda o rumo das investigações, levando a dupla de investigadores a situações de risco e muita adrenalina. Buscando solucionar o crime, eles irão percorrer o submundo da noite de São Paulo, onde encontrarão Fátima, uma misteriosa prostituta que se envolve com Bellini. 













Na Minha Opinião de Merda... Uma agradável surpresa, este romance acabou superando todas as minhas expectativas. Já fazia um tempo que eu queria ler algum material do Tony Bellotto, e acabei adquirindo esse exemplar em um sebo, através do estante virtual na verdade, e felizmente acabou sendo uma das minhas melhores leituras desse ano, sem dúvidas. A estória acompanha a vida do detetive Remo Bellini, um fodido que sempre teve um relacionamento péssimo com o pai, já que seu velho, um advogado de respeito, não se permitia aceitar a profissão de seu filho, pois esperava que sua cria seguisse seus passos e consequentemente uma carreira de ¨verdade¨. Não bastasse isso, o cara ainda foi abandonado pela esposa. Bom, e é em meio a uma crise existencial que Bellini, regado a muito Blues e Jack Daniel´s, parte rumo á uma confusa investigação. Começando com os pontos positivos da obra, Bellotto escreve muito bem, e sabe como criar uma narrativa atrativa, em momento nenhum tive minha atenção desviada por achar determinado trecho maçante, a trama segue um ritmo bacana o tempo todo, e eu me via compelido a avançar a leitura de forma até compulsiva, tanto que li o livro em algumas poucas horas. Vale ressaltar também a atmosfera que ressoa dentro da estória, Bellotto conseguiu emular muito bem aquela pegada de romance policial, noir clássica de caras como Dashiell Hammet e Raymond Chandler. Outra coisa que sempre me agrada em um romance são referencias, e aqui são dezenas delas. Um lembrete legal pra quem é de São Paulo, é que você vai pirar, porque a todo momento o protagonista esta situado em algum local íconico da cidade. Rua Augusta, Av. Ipiranga, Rua da Consolação, Bairro do Bexiga, Edifício Italia, Av. Paulista e por aí vai... são muitos os lugares conhecidos dos paulistanos. Outra coisa muito foda também, pelo menos para mim que sou um grande fã de Blues, são as varias citações que rolam. Uma caracteristica bem marcante e que eu ainda não mencionei no texto, é que a estória se passa nos anos oitenta, mais especificamente em oitenta e três, e repetidas vezes, Bellini saca seu toca fitas para destilar os acordes de lendas como Muddy Waters, Albert King, Jhon Lee Hooker e o maior de todos Robert Johnson. E as referencias não ficam só no ambito musical, Belloto também brinca bastante com suas influencias literárias, sempre fazendo menção a personagens como Philip Marlowe, Dupin, Poirot, Sherlock Holmes e até ao escritor Dante Alighieri. A única coisa que não me agradou tanto foi a resolução do crime, entendo que poderia ter sido um pouco melhor elaborada, mas não é nada que tire o brilho da obra. Enfim, recomendação máxima para os amantes de romance policial da melhor qualidade e feito em território nacional.

Howling Wolf no toca fitas: ¨I´m sitting on top of the world...¨
Ouvi o som de dois carros se chocando na avenida Paulista, mas não tive certeza; eu já estava dormindo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Depois Que O Livro Se Fecha... Um Jeito Tranquilo De Matar (Chester Himes 1909 - 1984)


Jones Coveiro e Ed Caixão são os detetives mais temidos e respeitados do Harlem, pois eles são policiais negros e atuam na sua própria quebrada, onde qualquer tira branco se borra só de pensar em entrar. A trama envolve um assassinato, um gigante grego pervertido, uma gangue de adolescentes negros Muçulmanos Supermaneiros, um bode-expiatório e a filha de Ed caixão que está encrencada e é peça fundamental para o desfecho do crime.

 Nós, da Alice Nas Corretes, somos grandes fãs da literatura noir, e essa bela obra é mais uma para nossa biblioteca. Certamente existem muitos romances policiais com detetives, mortes e muita violência nesse tipo de literatura, temos belos exemplos nesse blog. Mas quantos desses romances foram escritos por um negro? É uma pergunta difícil. Um grande escritor com grande talento, mas para os E.U.A. o seu erro foi  ter nascido negro e ter abordado o racismo em suas obras. Himes foi expulso de faculdade, se envolveu com o crime e escreveu parte de suas obras na prisão. Isso é muito noir! Mas sua obra foi realmente valorizada na frança, onde Himes se exilou, pois estava cansado de ser ignorado pelo F.D.P. do Tio Sam.  Na França onde existiam muitos outros escritores negros Himes se consagrou, mas não esqueceu de suas raízes. O Harlem, Ed Caixão e Jones Coveiro o acompanharam por toda sua vida.



Na Minha Opinião de Merda... Como vocês já devem saber sou cliente de carteirinha do sebo do bairro, e foi lá que encontrei esse cara perdido gritando por socorro, cercado por livros do paulo coelho. Mas por sorte cheguei a tempo de salvá-lo. O que posso dizer de dois detetives negros do Harlem, em 1959!!! Onde os crimes não são banais, a polícia branca não tem piedade, os negros clamam por um pouco de justiça e as ruas estão tomadas por gangues, cafetões e as brigas são resolvidas a facadas e machadadas? Simplesmente foda! Himes nos leva até os becos e bares mais imundos do Harlem. A narrativa é rápida e envolvente. É um livro pequeno, normal para o gênero,  os personagens principais são daqueles que logo nos envolvemos e torcemos por eles. No meio da trama, Ed Caixão se ausenta um pouco e Jones atua sozinho, mas Ed tem papel fundamental no desfecho da estória. É altamente recomendável para qualquer um que goste do gênero ou não, pois vai passar a gostar.

sábado, 13 de abril de 2013

Depois Que o Livro Se Fecha... Sherlock Holmes - O Signo Dos Quatro (Sir Arthur Conan Doyle 1859 - 1930)


Holmes tocava seu violino, deprimido, distante e indiferente, quase enlouquecendo Watson. Mas o que mais poderia animar Holmes numa hora dessas? Claro, um caso! Mary Morstan, recorre ao velho Holmes e expõe seu caso. A jovem moça recebe pelo correio uma pérola, sem qualquer menção quanto a quem seria o remetente. Quando seu misterioso admirador pede um encontro, Sherlock Holmes e Dr. Watson começam a trabalhar no caso. Uma morte terrível e o desaparecimento de um tesouro levam a uma caçada pelas ruas escuras de Londres e pelas margens do rio Tâmisa. Os personagens deste grande romance de mistério incluem os mal-aventurados gêmeos Sholto e o homem da perna de pau, que povoam cenários na Inglaterra vitoriana – mais sombria do que em qualquer outra história de Sherlock Holmes.






Na Minha Opinião De Merda... Sou suspeito para falar sobre Holmes, Quando eramos jovens na época de escola, meu camarada e eu nos perguntavamos por que não usavam Holmes nos vestibulares ao invés da literatura nacional, que na época não suportávamos. Holmes é o meu personagem favorito de toda a literatura mundial, e acredito que é o de muita gente também.

Essa obra que apresento, é a segunda estrelada por Holmes e seu companheiro Watson, não é tão extensa como a primeira, Um Estudo Em Vermelho ou como a mais famosa, O Cão dos Baskervilles, mas não é menos genial, ou de menor qualidade, muito pelo contrário, a trama se desenrola numa narrativa rica e sedutora, onde andamos pelos lugares mais obscuros de Londres do século XIX. É um livro que se acha em qualquer sebo da vida, por até menos de cinco contos. Literatura rica por preço baixo.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Depois Que O Livro Se Fecha... Poirot Investiga (Agatha Christie 1890 - 1976)

 
 Poirot Investiga, são 14 contos do pequeno belga e seu companheiro Capitão Hastings. São contos rápidos mas com muito mistério e escrito de forma maestral. Confere aí vai...












Na Minha Opinião De Merda... Não são necessárias muitas palvras para descrever Agatha. Para mim, sensasional e fantástica são suficientes. A primeira vez agente nunca esqueçe, a minha foi comela quando eu tinha 15 anos (meu primeiro livro). Minha professora de inglês emprestou alguns livros da autora para os alunos, o meu foi sócios no crime, e como nos primeiros cinco minutos eu já estava apixonado, simplesmente não devolvi o livro,mas a professora sabe muito bem que eu o roubei, mas como ela não o cobrou, eu agradeço até hoje,pois tenho o guardado com muito carinho. Qualquer sebo ou livraria que que entrarmos, com certeza encontraremos diversas obras de Christie, principalmente as estreladas por Poirot, o pequeno belga bigodudo que usa suas células cinzentas e na maior parte tem a ajuda de seu companheiro Hastings, o narrador das estórias. As semelhanças com os velhos Holmes e Watson, não passam despercebidas, talvez devido ao formato, mas, as diferenças são gigantescas, pois os dois tem métodos de investigação muito diferntes um do outro, mas isso não vem ao caso. Esse livro em especial, comprei no velho sebo do bairro. A capa dura, o cheiro, a qualidade das páginas... São um "Q" a mais. Poirot Investiga são contos curtos, mas quando se começa um, é preciso ir até o final e acabamos começando outro. Acho que nem preciso dizer minha opinião, mas por questões burocráticas, poso dizer que esse livro é simplesmente maravilhoso mon ami.



quarta-feira, 27 de março de 2013

Depois Que o Livro Se Fecha... Os viúvos (Mario Prata)

Os viúvos traz uma nova aventura do detetive Ugo Fioravanti e seu fiel companheiro Darwin Matarazzo na bela ilha de Florianópolis. Desta vez, o ex-policial federal e agora detetive particular, Fioravanti, terá que desvendar dois sequestros, encontrar uma mulher a pedido do príncipe de Dubai e descobrir quem é o louco remetente E.R.N., que lhe envia e-mails com desabafos sobre sua vida tediosa, seus problemas com a Receita Federal e com avisos dos vários crimes que cometerá. Será que os acontecimentos e os e-mails misteriosos têm alguma ligação? Quem é, afnal de contas, esse tal E.R.N.? Além da tumultuada rotina de uma investigação criminal, Fiora ainda precisa lidar com um triângulo amoroso envolvendo uma ex-namorada e sua filha e resolver os problemas matrimoniais de Darwin, seu assistente.


Na Minha Opinião de Merda: Tenho que dizer que fui surpreendido por este livro, nunca fui muito de ler literatura nacional, até por ter um certo trauma da época de colégio, quando as únicas coisas que nos eram apresentadas eram livros de Machado de Assis e afins (não querendo criticar os clássicos nacionais mas um garoto de quatorze, quinze anos, com hormônios saindo pelas orelhas jamais vai conseguir ler ou quiçá absorver alguma coisa de obras tão complexas em sua linguagem) e me dedicava a ler as estórias de Sir Arthur Conan Doyle, que eram muito mais divertidas e prendiam muito mais a minha atenção. Mas ao iniciar a leitura de ¨Os Víuvos¨ descobri que SIM, existem escritores contando estórias maneiras em território nacional, e trazendo uma estrutura narrativa muito dinâmica, a leitura flui que é uma maravilha, livro extremamente engraçado, passei a maior parte do tempo rachando o bico, com as mais absurdas situações. Os dois personagens principais são muito fodas, tanto o detetive comedor e boca suja Fioravanti, quanto seu braço direito meio loser Darwin Matarazzo, os caras são hilariantes, explorando a mais pura tragicomédia. Algo que ficou do caralho no livro são as varias referencias que o autor inseriu durante a narrativa, referencias que vão de Dashiell Hammet, Raymond Chandler até o escritor cubano Leonardo Padura Fuentes, do qual Mario Prata utilizou um trecho de seu livro Ventos de Quaresma, que eu achei muito bom, e concerteza irei correr atrás dos livros deste camarada. Dito isto, uma das minhas melhores leituras deste ano, vou buscar outros livros do Mario Prata, porque o estilo sujo de escrita do cara me agrada muito...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Depois Que o Livro Se Fecha...Quebra de Confiança (Harlan Coben)


   No primeiro caso de Myron Bolitar, Harlan Coben nos faz mergulhar na indústria do sexo e nos negócios escusos por trás da contratação de grandes atletas. Este é um momento importante na carreira de Myron Bolitar. Depois de agenciar alguns atletas pouco conhecidos, ele agora é o empresário de Christian Steele, a maior promessa do futebol americano de todos os tempos. Talentoso, bonito, centrado e carismático, tudo indica que o rapaz também poderá arrematar milhões em contratos de publicidade.
    Mas, ao mesmo tempo que vive o auge na carreira, Christian enfrenta um drama na vida pessoal. Um ano e meio atrás, sua noiva, Kathy Culver, desapareceu subitamente e, exceto pelos fortes indícios de que tenha sofrido uma agressão sexual, a polícia não conseguiu descobrir nada sobre sua última noite no campus da Universidade Reston.
   Prestes a ser contratado em uma negociação que pode ser a maior de todos os tempos em sua categoria, Christian recebe o exemplar de uma revista que traz a foto de Kathy em um anúncio de disque sexo. Além disso, o caso acaba de ganhar mais um ingrediente de terror: três dias atrás, Adam Culver, pai dela, foi morto em um assalto bastante suspeito.
    Agora, com a ajuda de Win, seu melhor amigo, Myron tentará impedir que as notícias sobre a ex-noiva de Christian atrapalhem a carreira do rapaz e irá em busca da verdade – doa a quem doer.

Minha Opinião de Merda:

Acabei conhecendo os livros do Harlan Coben através do meu camarada Jefferson, que me emprestou sua copia de ¨Não Conte à Ninguém¨, um puta suspense policial, que chegou até a ganhar uma adaptação cinematografica, com o filme homônimo Frances de 2006 (excelente filme diga-se de passagem). Depois disso passei a correr atrás dos livros do cara, e acabei por adquirir esse, que eu nem sabia que se tratava do primeiro romance de uma serie trazendo o detetive Myron Bolitar. E puta que p... que personagem foda, um cara que não tem medo de dar porrada na hora que o bicho pega de verdade, abusando do tom de deboche e ironia sempre que desafiado, o que lhe rende alguns tapas na orelha em alguns momentos. Não posso esquecer de mencionar ainda um outro cara que é ainda mais foda que Myron, seu melhor amigo Win, que a primeira vista pode parecer um personagem insosso, mas acaba se revelando um cara bem violento, andando praticamente no limiar da psicopatia. Agora sobre a trama, Harlan sabe construir intrincadas linhas narrativas, trabalhando o mistério e o suspense de forma bastante competente, e com uma escrita até certo ponto bastante simples, com um texto rápido e dinâmico, e um ritmo muito regular, a historia não fica maçante em nenhum momento, a leitura flui muito fácil, o que te deixa sempre muito submerso no mundo daqueles personagens. Enfim, pra quem curte suspenses policiais uma ótima pedida.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Depois que o livro se fecha...O Inimigo Imediato (Ross Macdonald)



 O detetive particular Lew Archer, percorre toda a costa da Califórnia em busca de uma garota que fugiu com o namorado problemático.  Era para ser um serviço simples e até mesmo rotineiro, mas Archer não se contenta somente com o serviço feito, ele precisa se aprofundar nos fatos e invade a vida secreta de cada personagem. Mortes e mais mortes e vários suspeitos. Um romance policial fora do comum e pouco convencional em estilo econômico mas muito violento.

Na minha opinião de merda...

Mais um que encontrei garimpando em um sebo, e mais uma joia rara que dificilmente você vera nas mãos de alguém no metrô. No inicio achei que o livro seria mais uma obra de romance policial onde o detetive é um gênio e as evidencias aparecem simplesmente aos seus olhos. Adoro os velhos Sherlock e Poirot, mas Lew Archer é totalmente o contrário desses mestres da investigação. Archer é um detetive mal humorado, cansado e mal remunerado. Mas é um personagem que nos cativa logo nas primeiras ações  pois ele representa o lado humano e vive em meio a escuridão e os perigos da cidade. Podemos dizer que ele é um detetive underground (protagonista de dezoito romances). O inimigo imediato é um livro de ação tensa, um pouco complexo devido ao grande número de personagens e fatos, mas totalmente cativante e acima de tudo uma trama sobre a sociedade cruel da época em que vive. Resumindo, uma excelente leitura.

sábado, 10 de novembro de 2012

Depois que o livro se fecha... Atire no pianista (David Goodis)

 Encontrei David Goodis por acaso em um sebo a caminho do trabalho num dia quente e chato como todos os outros. Gosto de conhecer autores que não estão nas mas mãos da maioria das pessoas no metrô, não costumo seguir as modinhas literárias, gosto de garimpar, e encontro jóias raras como esta.

Na minha opinião de merda...
   Literatura noir, foi o que um amigo disse sobre Goodis. "Atire no pianista" é uma leitura rápida e sem rodeios, a trama não é complexa, pelo contrário é muito simples e foi isso que eu mais gostei. Eddie, o pianista, é o personagem principal. É um cara simples, humilde mas que esconde um passado negro e perturbado dentro de si e que a cada paragrafo esperamos que se mostre e toque o terror. Isso é oque prende o leitor, pois não temos a expectativa de chegar ao final da estória e sim de chegar a próxima página, o próximo dialogo... Assim chegamos ao fim sem se dar conta. Não esperem por final feliz, Goodis retrata o cotidiano das classes baixas, dos proletários e daqueles que sabem que não existe finais felizes, somente um dia apos o outro que é igual ao anterior. Noir... isso é literatura e Goodis é um mestre.